Desistência

Neblina no Vale da Morte

Ando meio desesperançoso. Sei pouco do que me conduz a esse sentimento, ou nem sei, são suposições. Mas, fato posto, ando meio desesperançoso.

Faço cada vez mais reflexões acerca de mim mesmo, o que sou, em que estou me transformando, ou o que há no fim do caminho para o qual me direciono. Nesse caminho, uma coisa é certa: cansei de tentar entender o ser humano, em sua grande maioria esse indivíduo não merece mais tentativas de explicação.

Será que é isso? Abandonar cada vez mais pessoas ao meu redor? Mergulhar definitivamente no meu mundo particular, cheio de tipos saídos de filmes do Burton, ou do Leone, ou então do Terry Gillian? Ou então saídos de livros do Júlio Verne, do Alexandre Dumas, do Woody Allen?

Também ando em um momento em que não quero perder tempo com coisas pequenas, quero saber mais, quero saber onde tem mais, aqui é muito pouco. Culpa do Sagan, da semente de curiosidade que ele me colocou na mente.

Por outro lado, pareço ter voltado definitivamente ao convívio dos pouquíssimos amigos de uma vida inteira, aqueles com os quais aprendi a falar, escrever, aqueles que foram parte da minha própria construção. Levei quase trinta anos para me sentir à vontade, sou assim mesmo, lento. São esses os amigos verdadeiros, aqueles que respeitam a minha opinião de verdade, mesmo que seja antagônica à deles. Voltei à amizade pura, sem cobranças, segundas intenções, sem a eleição de sacos de pancada psicológicos. Eles não me fazem sentir melhor ou pior, e sim igual a eles.

Essa mistura de percepções e sentimentos me leva a lugares inóspitos de minha própria imaginação.

Discussão religiosa?

galileu6Sim, entendo que existem coisas piores que uma discussão sobre futebol. Uma delas é a discussão religiosa, ou a discussão sobre pontos de vista acerca da religião.

Percebo,  muitos creio que percebem há anos, que no tratar de opiniões sobre a religião, há um inconteste desrespeito às opiniões que não são favoráveis a igreja e todo o sentido dela na humanidade.

Há tempos eu não acredito mais em santidades nem em pessoas que caminham em cima da água ou que multiplicam peixes. Se um dia acreditei, foi em função de certos aspectos da educação que recebi ao longo da infância. “Não minta, não roube, papai do céu castiga”. Papai do céu, esse é um dos nomes da criação do próprio homem, com o objetivo único de intimidar e controlar os demais de sua espécie.

Vejo hoje em dia que os argumentos utilizados para a existência de um ser divino são fracos. A explicação para uma criança que sofre? Ela está pagando nessa vida o que fez em outra. Ora pois, qual é a vantagem de pagar por algo que (se é que houve) se fez mas não se lembra? Se Deus existe, como ele permite que alguém sofra? “Está passando por uma provação”, dizem. Acho isso uma bobagem.

Não duvido que Jesus tenha existido, duvido é do caráter de santidade que lhe é conferido. Acredito que ele tenha existido como pessoa comum, como existiu Ghandi, uma pessoa que tenha tentado cativar outras em prol de algum objetivo, mas usando palavras. Acho a igreja um negócio, um negócio rentável para alguns poucos. Nada mais que isso.

Mas é claro, milhares de anos de lavagem cerebral e mesmo hoje as opiniões neste sentido são rechaçadas. O ser humano precisa de algo para acreditar, dizem os colegas na faculdade. Mas se o ser humano precisa mesmo de algo a acreditar, que tal acreditar na bondade, no respeito à todo tipo de opinião, na honestidade, no trabalho e no cumprimento às leis? Mais fácil acreditar no além. Lamentável.

Maconha

maconha

Essa eu até comento. Na página de adminstração do blog, é normal ver uma lista de expressões relativas as pesquisas dos internautas e que caem aqui no blog. Já teve de tudo mas uma apareceu hoje que achei muito pitoresca.

“Baura – Porto Alegre”

Não sei se isso é uma gíria local aqui, mas na minha cidade (Porto Alegre), chamamos de baura a maconha. Sei disso do tempo de escola técnica. Nunca fumei essa merda, e isso não estou escrevendo com sentido de falsa moral, por que cada um faz da sua vida o que bem entende e eu não tenho direito, nem capacidade e muito menos intenção de julgar ninguém.

Enfim, nunca fiz apologia às drogas aqui, não sou contra nem a favor, não sou nem nunca fui usuário então não teria sentido criticar nem defender.

Só achei curioso, como uma pessoa pesquisa por maconha na internet e vem cair aqui? Bom, com o título do post, provavelmente vão cair mais. Agora pelo menos tem motivo.