#tuiteiumfilme

#tuiteiumfilme

Ontem dia 25 de setembro rolou um trending topic no Twitter muito legal. Era meio que para resumir de maneira mais tôsca possível e nos já famigerados 140 caracteres filmes, sem citar os nomes. Meio ruim de explicar, mas muito fácil de entender e de entrar na brincadeira. Eu escrevi um monte de bosta no meu twitter e para fazer um apanhado geral e olhar depois resolvi colocar aqui. Ou seja escrevi um monte de bosta em dois lugares distintos.

Segue:

1 – Lutador de box rompe um acerto,detona o adversário e foge do chefão.No fim salva ele de uma curra. #tuiteiumfilme

2 – Sobrinha de ex-dançarina queima a rôsca e alega que ainda não rompeu o himen #tuiteiumfilme

3 – Defunto ajuda garoto nóia a parar de ver defuntos #tuiteiumfilme

4 – Bando de pessoas comuns vestidas de super-heróis combate o crime com muita violência e tenta descobrir quem matou seu amigo #tuiteiumfilme

5 – Tenente velhão de policia totalmente nutz arruma 456342,9 confusões para desvendar um crime #tuiteiumfilme

6 – Soldados americanos na 2ª guerra vão acabar com uns nóias amigos do Hitler e encontram o filho-do-capeta #tuiteiumfilme

7 – Agente mata sem querer filho de vendedor de pó.O pai manda detonar a família do agente e o agente mata mais que a AIDS. #tuiteiumfilme

8 – Repórter e seu advogado enchem o porta-malas de 1 carro alugado com drogas e atravessam os EUA curtindo uma vibe muito louca #tuiteiumfilme

9 – Policial em San Francisco combate,mata e espanca o crime comendo cachorro quente e xingando o prefeito banana #tuiteiumfilme

10 – Menininho bonzinho do espaço cresce,fica mauzão,tem um filho e esse cresce e dá um cacete nele com uma espada mto louca #tuiteiumfilme

11 – Ferreiro nóia perde a esposa,o pai aparece do nada e chama pra achar deus lá na casa do caráleo,mas morre no caminho #tuiteiumfilme

12 – Mafioso gente boa(?) passa a vida pregando moral e morre com uma laranja na boca dentro de uma plantação de azeitonas #tuiteiumfilme

13 – Garoto muito louco cresce mudando a história da própria vida.Mas toda vez que muda algum amigo/parente se fode #tuiteiumfilme

14 – Dois porra-loucas retardados viajam pra caráleo pra devolver uma mala cheia de dinheiro pra uma mulher rica. #tuiteiumfilme

15 – Só um pinta muito burro não sabe que vive toda vida dentro de um programa de televisão.qdo descobre fica puto #tuiteiumfilme

16 – 3 cowboys q nunca tomaram banho vão esperar um otário com uma gaita.Depois de trocar 1 idéia sobram 2 cavalos #tuiteiumfilme

17 – Bando de paranóicos fazem de conta que andam em cavalos,batem côcos e ficam procurando um copo idiota. #tuiteiumfilme

18 – Vagabundo junta mais 10 vagabundos e todos vão roubar um cassino pq o dono tá comendo a mulher do vagabundo #tuiteiumfilme

19 – Uma turminha da pesada sequestra a filha d 1 brutamontes pra obrigar ele a fazer coisas ruins.Ele mata todos(menos a filha) #tuiteiumfilme

20 – 4 super-heróis que vivem tipo familia doriana se deparam com um maluco cromado em cima de uma prancha #tuiteiumfilme

21 – Um velho gay que pode manipular metal com a mente quer fuder a humanidade mas o chico xavier careca e seus asseclas impedem #tuiteiumfilme

22 – Filho de gângster vê o pai e comparsa passarem a bala em uns incautos.O comparsa mata a mãe e irmão mas o pai vinga e se fode #tuiteiumfilme

23 – Policial MUITO brucutu precisa de ajuda de negão q tá preso pra pegar uns bandidos.Quebra todas as regras e não se fode #tuiteiumfilme

24 – Policial do futuro não tem o que fazer e fica caçando robôs disfarçados de gente,no fim nem ele sabe o q faz #tuiteiumfilme

25 – Professor mala de escola inventa uma fórmula q transforma ele num galâ convencido e mala #tuiteiumfilme

26 – Bandidagem estupra a filha e mulher de um arquiteto q fica viúvo.Ele arruma um trêsoitão e toca o horror na vagabundagem #tuiteiumfilme

27 – Bando de adolescentes sem nenhuma moral e higiene servem comida ruim numa lanchonete de 5ª categoria #tuiteiumfilme

28 – Bando de velhos fedorentos toma banho numa piscina cheia de pedras alien e vai jogar um basquete #tuiteiumfilme

29 – Vagabundo pega carona num mega barco,come uma gostosa rica, acha que é o rei do mundo e vira comida de tubarão #tuiteiumfilme

30 – Exército de bizarrices vão tocar o horror num rei e ele caga a pau todo mundo com 300 capangas,depois se fode à flechadas #tuiteiumfilme

31 – Bruxa gostosa convence defunto sem cabeça a foder todo mundo que sabe que o marido tem outro herdeiro #tuiteiumfilme

32 – Psicopata sem senso de humor caça maluco que achou U$ 2 milhões.Nesse ínterim,mata todos no caminho,até com ar comprimido #tuiteiumfilme

33 – Escritor bem meia-boca vira zelador de hotel.Depois pira,vê assombração, tenta matar a familia e se fode congelado #tuiteiumfilme

34 – Otário da idade média toma uma ruim e descobre que não morre mais!Passam trocentos anos e ele cortando cabeças por aí #tuiteiumfilme

35 – Policial rodoviário do futuro tem a família trucidada por motoqueiros bizarros e ridículos.Ele fica mto louco e mata à rodo #tuiteiumfilme

36 – Vampiro paranóico metido à galâ acha q a amada q se fudeu está reencarnada na Winona Ryder e fica enchendo o saco dos outros #tuiteiumfilme

37 – Americanos otários sobem num foguete e vão dinamitar um asteróide e o chefe deles se fode no fim. #tuiteiumfilme

38 – Ex-violeiro imbecil que levou um tiro na mão resolve tentar uma profissão alternativa como pistoleiro e leva jeito pro lance #tuiteiumfilme

39 – Inglesa vagabunda e gorda se envolve com jornalista canastrão e vive em eterna dúvida sobre q porra faz no mundo #tuiteiumfilme

40 – Velho mentiroso pra caráleo passa vida falando merda e no fim morre e poeticamente vira um peixe #tuiteiumfilme

41 – Industrial q devia viver chapado chama 5 crianças pra passear na fábrica de doces.Ferra todos menos 1 e dá a fábrica pra ele #tuiteiumfilme

42 – Retardado que não consegue casar faz juras de amor numa floresta negra e do nada aparece uma defunta q casa com ele #tuiteiumfilme

Field Of Dreams – Campo Dos Sonhos

Field of Dreams

Eu não tenho nenhuma pretensão de ser crítico de cinema, aliás, nem tenho condições para tal.

Enquanto vou navegando pela rede, acabo me deparando sempre com blogs e sites de pessoas ou empresas que fazem críticas de filmes. Tem de tudo quanto é jeito, os engraçadinhos, os mau-humorados, os especialistas nisso ou naquilo. Existem blogs especializados em cultura pop, seja lá o que isso signifique que se propõem a formar opinião, isso mesmo, eles escrevem o que você deve pensar sobre as coisas, incluindo filmes. Não tenho nada contra esses blogs, cada um faz da vida o que bem entende, e se é feliz, beleza. Mas se eu tivesse algum objetivo ligado à originalidade com o meu blog, ele não seria escrever sobre filmes.

Dito isto, sempre que eu escrevo aqui sobre um filme é para que registre o meu ponto de vista, e nada mais, e muitas vezes o registro é para mim mesmo.

Sábado à noite resolvi olhar de novo o “Campo dos Sonhos” (“Field of Dreams”, título original em inglês). Lançado em 1989, dirigido e adaptado pelo Phil Alden Robinson, da obra do William Patrick Kinsella.

Tem um elenco legal, começando pelo James Earl “Darth Vader” Jones, passando pelo Burt Lancaster (último filme dele para o cinema), Ray Liotta e porque não dizer, Kevin Costner nos bons tempos.

Esse filme conta uma história fantástica, mistura um pouco fatos reais, o livro do W.P. Kinsella e a imaginação do diretor. Ele não precisa de trama esmeradamente concisa, amarrada com furor. Simplesmente vai navegando por vontade própria.

É a história de um cara normal, Ray Kinsella (Costner). Ele perdeu a mãe logo cedo e foi criado pelo pai, um adorador de baseball e que jogou baseball na juventude e sonhou ser jogador profissional. O tempo passa e o pai do cara faz o que dá para criar o filho, trabalhando sempre em empregos braçais. Como ele não é muito talentoso para contar histórias infantis para Ray dormir, ele passa a contar histórias de seus ídolos do baseball, incluindo principalmente Shoeless Joe, considerado o maior jogador de baseball dos Estados Unidos, e que foi banido para sempre do esporte junto com outros sete jogadores do Chicago White Sox na temporada de 1919 por suspeita de entregarem jogos de propósito.

Ray cresce, se desentende com o pai e vai embora de casa com 17 anos, e segue a vida, cursa faculdade, conhece sua futura esposa, casa e tem uma filha. Ray nunca mais procura seu pai, até que ele adoece e morre, Ray nunca se perdoa por ter brigado com o pai. Já casado, decide ser fazendeiro no Yowa. Durante sua vida na fazenda, começa a ouvir vozes, dizendo “se construir, ele virá” (“If you build it, he will come”). Ele não sabe explicar, mas acaba se convencendo de que precisa construir um campo de baseball no meio da sua plantação de milho. Isso traz prejuízos financeiros severos para Ray e sua família, que começa a passar dificuldades com credores e hipoteca. Mas uma vez o campo pronto, aparece do nada Shoeless Joe para bater uma bola. Detalhe é que ele havia morrido velho vinte anos antes, e aparece no auge da forma e de uniforme dos White Sox. SJ pergunta se pode trazer seus velhos amigos, e não demora muito os jogadores banidos em 1919 aparecem todos. Parece que Ray está destinado a realizar sonhos, sem muita explicação ele procura um escritor recluso chamado Terence Mann (James E Jones) em outra cidade e ambos ouvem as vozes e enxergam coisas e então partem para uma cidade distante à procura de um médico que se chama Archibald Graham. Eles descobrem que Graham está morto e ficam desiludidos. Vão passar a noite em um hotel antes de voltar para casa e Ray decide dar uma volta antes de dormir, ele vai caminhando e de repente descobre que está em 1970 e vê o Dr Graham caminhando pela rua. Rapidamente ele intercepta o Doutor, e ambos começam a conversar até o consultório dele. Ele comenta que foi jogador das divisões menores na juventude, mas optou por largar tudo e virar médico, porém ficou o sonho de jogar ao menos uma partida com as feras da época. Ray se despede dele e volta para o hotel, no outro dia ele e Terence voltarão para Yowa. No caminho de volta eles dão carona para um rapazinho, que está a procura de um lugar onde pode arrumar emprego e jogar baseball a noite. Quando eles perguntam seu nome descobrem que ele é…. o Doutor Graham, em sua juventude. Chegando em Yowa ele vai direto jogar com os fantasmas dos demais jogadores, que trouxeram outros pois precisavam de mais gente pra poder formar dois times. O cunhado chato de Ray fica incomodando-o com detalhes financeiros, ele se exaspera, bate sem querer na filha de Ray, que cai no chão e se engasga, ficando sem respirar e correndo risco de morte. Então o Jovem Archie Graham passa para o lado de fora do campo e volta a ser o velho Dr Graham, que salva a menina e não mais pode voltar à juventude. Ray se sente culpado, mas o velho doutor diz que seu sonho se realizou e parte para o além, entrando no milharal de Ray, que abriga todos os outros fantasmas quando não estão jogando. Começa escurecer e Shoeless comenta que os jogadores voltarão no dia seguinte, pois jogaram bastante por hora. Então todos se retiram e fica apenas um jogador que também está se arrumando para ir embora quando Ray começa a juntar as peças do quebra cabeças e acaba descobrindo que esse jogador na verdade é….seu velho pai, no auge da juventude. Ray apresenta sua família meio sem jeito e os dois começam a conversar até que o pai de Ray diz que irá embora também. Ele se afasta quando Ray meio sem jeito pergunta “Ei pai, quer jogar um pouco”. Ele responde: “Eu adoraria”. Ficam trocando bolas no campo e então a esposa de Ray antes de entrar em casa resolve acender as luzes do campo, numa cena como poucas que eu vi. Logo a câmera se afasta dos dois e vemos uma estrada abarrotada de faróis se dirigindo ao campo, que na verdade são as pessoas que vêm procurar também a realização de seus sonhos e vão salvar financeiramente a fazenda.

O bom mesmo é ver o filme, pois é sem par no cinema. Na realidade ele é mais que uma história comovente, ele é uma celebração a todos os nossos sonhos. Posso dizer que é um grande prazer ter o “Campo dos Sonhos” em minha coleção. Infelizmente não temos as mesmas chances de reparar erros na vida real, mas por duas horas mais ou menos, acreditamos piamente que é possível.

Link para os dados do filme:

http://www.imdb.com/title/tt0097351/

The Warriors

the_warriors

Depois de anos de procura, finalmente saiu em DVD o filme “The Warriors” (Aqui no Brasil “Os Selvagens da Noite”). Acho que já usei uma imagem desse filme para ilustrar um post tempos atrás. Fiquei muito contente em ter esse filme na minha coleção, mais ainda por não gastar sequer um centavo para tê-lo, uma vez que comprei na Livraria Cultura com um vale presente que ganhei de uma amiga.

A primeira das vezes que vi esse filme foi na já mencionada “Sessão Coruja”, da Rede plim plim, há quase vinte anos. Fiquei muito ligado a esse filme, por que ele era de certa maneira libertador.

Libertador pois eu não tinha ainda a noção real de que a violência podia ser empregada como meio de defesa. Até então eu tinha um histórico de medo e covardia nos enfrentamentos com meus colegas prevalecidos, e por assim dizer levava sempre a pior, sendo um verdadeiro saco de pancadas na aula. Esse filme mudou o meu modo de ver as coisas, e após a primeira cadeirada minha vida mudou para melhor nesse sentido. Não estou aqui defendendo a brutalidade. Muito pelo contrário, estou defendendo o respeito e a paz entre as pessoas, mas infelizmente para conseguir isso às vezes temos que lançar mão de determinados artifícios. Como na máxima “Si vis pacem para bellum”, ou “Se queres paz, prepara-te para a guerra”, que hora é atribuída a Sun Tzu (544 – 496 A.C.), e que dizem que consta na obra prima dele “A Arte da Guerra” (leitura obrigatória no mundo corporativo – eu nunca li), hora a Ápio Cláudio Sabino (fundador da Família Romana dos “Cláudios” e que acho, viveu na mesma época).

Bom, chega de Sun Tzu, Ápio Cláudio, chineses, romanos honorários e afins. O filme The Warriors, de 1979 e dirigido pelo Walter Hill é muito legal. A bandidagem chega à inteligente conclusão de que os membros de gangues estão em muito maior número que os policiais em Nova Yorque e resolvem fazer uma grande reunião para por ordem na coisa e tomar a cidade. Junta-se então uma quantidade enorme de desocupados em potencial em algum buraco da cidade e Cyrus, líder da maior gangue da cidade, os “Gramercy Riffs”, dá início aos trabalhos (trabalhos?). Ele convoca uma trégua geral entre as gangues e começa a ladainha de que a cidade pode ser tomada e tal, e então um revólver (armas estavam proibidas no encontro) troca nervosamente de mãos até que Luther (David Patrick Kelly), da gangue “Rogues” resolve pôr fim naquele discurso idiota. Luther dá cabo de Cyrus com um belo buraco no peito deste, e após o alvoroço da situação ele acusa a gangue mais próxima, que são os “Warriors”, do assassinato. As demais gangues tentam cair de pau nos Warriors, mas eles conseguem sair correndo, com exceção do líder Cleon (Dorsey Wright) que fica apanhando mais que boi ladrão, e dizem que em uma versão mais completa do filme e que infelizmente não é a que eu tenho, acaba espancado até a morte.

Desse ponto em diante o filme narra a fuga dos pobre Warriors até seu Bairro (Coney Island), madrugada adentro. Lábios femininos enormes e opressores vão dando o serviço em uma estação de rádio, sobre a posição dos caras e quem vai tentando pegá-los. Não vou contar o final, senão quem ainda não viu pode se chatear.

Sem dúvida esse é um filme cult no verdadeiro sentido da expressão. E é daqueles que não tem continuação o que é bom para que a essência não se perca (como por exemplo em Mad Max). Com exceção do James Remar (Ájax) e do já citado David Kelly (Luther) ninguém fez exatamente sucesso no mundo cinematográfico.

Ou seja, quem tem esse filme, aproveite ao máximo pois é obra única e genial.

Acho que tem link no IMDB para esse filme, mas estou com preguiça de colocar aqui.

Saiu a coleção dos melhores momentos do Flying Circus

790333

Eu sou uma pessoa obstinada, mas apenas quando me convém. Desde adolescente eu sou fã do Monty Python, descobri-os com uns 16 anos nas madrugadas da TV Globo, em um programa chamado “Sessão de Gala”. A Sessão de Gala passava após o antecessor do Supercine, que se chamava “Primeira Exibição”. Em geral os filmes que passavam na Sessão de Gala eram melhores que os da Primeira Exibição e Supercine.


Os filmes do Monty Python eu via nas madrugadas de domingo, após o pessoal de casa ver TV na noite de sábado. Muito da cultura que eu adquiri ao longo do tempo foi nas madrugadas, onde eu lia e via o que me interessava sem ninguém atrapalhar.

Como eu comecei a gostar mesmo, comprei uma fita de vídeo e deixava ela no videocassete na espera, todos os sábados à noite, de que reprisassem os filmes do MP. Assim comecei a me interessar.


Comecei a pesquisar nas locadoras perto de casa e consegui achar alguns dos filmes, sem os comerciais da TV e com mais cenas. E principalmente com os créditos. Com o passar dos anos e o acesso à internet pesquisei e achei a história deles, bem como as biografias dos seis membros do MP. Posso dizer sem medo de errar que o começo da minha coleção de filmes começou em VHS na adolescência com o MP, e mais adiante, já com 29 anos, em DVD também com Monty Python.


Na obra de reforma do meu apartamento fiz questão de elaborar um projeto para minha sala virar uma sala de cinema, na realidade reconstruí ela praticamente com essa finalidade.E tudo isso começou com aqueles seis debilóides.

Eis que agora surge a coleção dos melhores sketches (quadros) dos tempos do Flying Circus, (que era o programa deles na TV inglesa BBC e que começou em 1969). São seis DVDs, cada um com os melhores sketches selecionados por cada um dos membros. Como um deles morreu em 1989 (Graham Chapman), um desses DVDs é feito pelos outros cinco membros do grupo em homenagem ao Chapman e com uma seleção de cenas que eles imaginam que o cara ia gostar. Acho mesmo que os caras mais pirados da mídia são eles, desde sempre. Naturalmente providenciei as minhas cópias, com satisfação.

Uma vez ouvi: Você gosta disso porque é dito “humor inteligente”. Uma das coisas mais idiotas que tenho notícia é uma pessoa querendo que a outra justifique o gosto por alguma coisa. Gosto é uma coisa pessoal, não sou obrigado a explicar para ninguém e não sou obrigado a parar para pensar nos motivos, simplesmente gosto. Acho que essas tentativas de invasão fazem eu perder o gosto por manter relacionamentos, e cada vez mais me isolar dentro da minha própria cabeça.

Impressões sobre o filme “The Kite Runner”

Devido ao seminário da Faculdade, optei por ver um filme ontem, lá mesmo. Confesso que tenho o mal costume de não me interessar por filmes que não sejam “descobertas” minhas, sou cético em relação ao gosto dos outros. Mas a fotografia do filme e o idioma original começaram a chamar a minha atenção. Como sempre, quando me deparei com a situação, já estava dentro de Cabul, que é onde a história se passa. Cheguei em casa e fui pesquisar na internet sobre a história e sobre os atores.

Achei ótimo o filme, não muito pelo foco dramático nem pelos tons pastéis predominantes ou pelo ato do jovem Amir arremessando aquelas frutas vermelhas em Hassan, simbolizando a morte sangrenta de uma amizade, mas por retratar a beleza da região e a harmonia das pessoas, desde que fossem da mesma raça e religião, ou seja, por mostrar que o problema do racismo e das batalhas por diferenças religiosas são universais e milenares.

É um filme que vale a pena ter na minha coleção. Mas não posso deixar de dividir com vocês minhas impressões acerca de alguns pontos:

1º Se meu amigo assistisse um bando de desgraçados se aproveitando do meu traseiro e saísse em disparada, eu também ia deixar uma carta para ele: “Querido Amir filho-de-uma-puta! Se um dia você vier aqui, eu vou socar um cabo de vassoura enrolado em lixa d’água no seu rabo, seu merda! Tomara que aquele bosta do seu pai tussa até colocar aquelas merdas de pulmões pelaboca, aquele corno! E o relógio, sabe aquela merda de relógio? Eu enfiei ele pela garganta da Soraya, quando você for dormir com ela perceba de madrugada o tique-taque!”

2º Toda a bondade do pai de Amir era na realidade consciência pesada. O Baba era um sem-vergonha, deu emprego para um beduíno ou sei lá como se chama e depois mandou bala na mulher dele. E que velho resistente, achei que ia estar tossindo ainda no fim do filme. Na noite que ele se despediu do Amir e da Soraya achei que ele ia sussurrar no ouvido do filho “Meu é o seguinte, traz um pacote de pastilhas Valda que tudo vai ficar legal! E não dá bola para as dancinhas aquelas do teu casório, alguém colocou cocaína no lugar do açúcar na hora de fazer os doces. Eu mesmo queria dançar, mas tossi tanto que recheei o cuecão. Aliás, vou te confessar uma coisa:Aquela vez no caminhão, quando o soldado ia atirar em mim, também recheei meu cuecão, então aquele cheiro ruim lá dentro não era de patê de camelo não!”

3º Porque sempre em toda merda de filme os Estados Unidos são a solução???? Que bosta!!! Uma vez eu vi o último samurai e adivinhem??? O Tom Cruise se torna o cara no fim do filme e ajuda a japonesada em meio a guerra deles mesmos. Santa palhaçada Batman.

4º A Soraya, única mulher ( a mãe dela era na realidade um traveco) do filme que não usava burca na realidade é Alemã.

O filme vem de um livro, Best-seller, mas várias coisas retratadas não são bem assim no livro( como toda adaptação), tem um resumo dele aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Kite_Runner

Para quem quiser ver detalhes da produção, eis o lugar:

http://www.imdb.com/title/tt0419887/