Discussão religiosa?

galileu6Sim, entendo que existem coisas piores que uma discussão sobre futebol. Uma delas é a discussão religiosa, ou a discussão sobre pontos de vista acerca da religião.

Percebo,  muitos creio que percebem há anos, que no tratar de opiniões sobre a religião, há um inconteste desrespeito às opiniões que não são favoráveis a igreja e todo o sentido dela na humanidade.

Há tempos eu não acredito mais em santidades nem em pessoas que caminham em cima da água ou que multiplicam peixes. Se um dia acreditei, foi em função de certos aspectos da educação que recebi ao longo da infância. “Não minta, não roube, papai do céu castiga”. Papai do céu, esse é um dos nomes da criação do próprio homem, com o objetivo único de intimidar e controlar os demais de sua espécie.

Vejo hoje em dia que os argumentos utilizados para a existência de um ser divino são fracos. A explicação para uma criança que sofre? Ela está pagando nessa vida o que fez em outra. Ora pois, qual é a vantagem de pagar por algo que (se é que houve) se fez mas não se lembra? Se Deus existe, como ele permite que alguém sofra? “Está passando por uma provação”, dizem. Acho isso uma bobagem.

Não duvido que Jesus tenha existido, duvido é do caráter de santidade que lhe é conferido. Acredito que ele tenha existido como pessoa comum, como existiu Ghandi, uma pessoa que tenha tentado cativar outras em prol de algum objetivo, mas usando palavras. Acho a igreja um negócio, um negócio rentável para alguns poucos. Nada mais que isso.

Mas é claro, milhares de anos de lavagem cerebral e mesmo hoje as opiniões neste sentido são rechaçadas. O ser humano precisa de algo para acreditar, dizem os colegas na faculdade. Mas se o ser humano precisa mesmo de algo a acreditar, que tal acreditar na bondade, no respeito à todo tipo de opinião, na honestidade, no trabalho e no cumprimento às leis? Mais fácil acreditar no além. Lamentável.

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Maconha

maconha

Essa eu até comento. Na página de adminstração do blog, é normal ver uma lista de expressões relativas as pesquisas dos internautas e que caem aqui no blog. Já teve de tudo mas uma apareceu hoje que achei muito pitoresca.

“Baura – Porto Alegre”

Não sei se isso é uma gíria local aqui, mas na minha cidade (Porto Alegre), chamamos de baura a maconha. Sei disso do tempo de escola técnica. Nunca fumei essa merda, e isso não estou escrevendo com sentido de falsa moral, por que cada um faz da sua vida o que bem entende e eu não tenho direito, nem capacidade e muito menos intenção de julgar ninguém.

Enfim, nunca fiz apologia às drogas aqui, não sou contra nem a favor, não sou nem nunca fui usuário então não teria sentido criticar nem defender.

Só achei curioso, como uma pessoa pesquisa por maconha na internet e vem cair aqui? Bom, com o título do post, provavelmente vão cair mais. Agora pelo menos tem motivo.

Receita pós Sexta-Feira Santa – Re-post

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Felizmente acabou o martírio de esperar a sexta feira Santa e comer peixe! Para mim, o ano se divide em duas partes: esperar a sexta feira santa chegar e depois rezar para ela passar rapidamente, de preferência em vinte e quatro horas, nenhum minuto sequer a mais. Resolvi curtir o sábado comendo alguma coisa decente, afinal de contas, também tenho meus direitos gastronômicos. Depois de pensar calmamente em que cozinhar ao mesmo tempo que eu caminhava pelo teto de casa em círculos batendo um sundae na testa, resolvi fazer algo simples e suculento: Farofa de jerimum. Opa! Não estamos na época de jerimum. Como não curto cozinhar mesmo é melhor fazer outra coisa, quem sabe um frango assado com creme de cebola e suco de laranja, coisa simples, três ingredientes e nenhum trabalho. Ummm, não tenho laranjas em casa e nem muito menos creme de cebola então vamos ao supermercado em busca desses ítens cruciais para a minha felicidade estomacal pós-peixe podrão. Pois é, sábado de feriadão, o super deve ter menos gente que em marte, em dois minutos chego, vou às prateleiras certas, pego o que preciso, pago e dou o pira pra casa. Chego na esquina e vejo um amontoado de gente doida: ”deve ter acontecido um acidente, que azar desse pessoal, bem no feriadão, bom paciência, cada um com seus problemas”, penso com meus botões. Meu Deus do céu, acidente nada, tem gente se tapeando pra entrar na merda do supermercado, que situação, ele está infestado de gente. Uma vez de posse da senha 345 esperei minha vez de entrar, afinal o que é uma filazinha de nada perto de um legítimo sábado de gourmand, me deliciando, enchendo a moringa?

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Três horas depois eu entrei na porra do super, um pouco impaciente, talvez tenha exagerado ao mastigar o cartão com a senha. Vou direto na parte das frutas e vejo duas velhas e um anão brigando pelas últimas duas laranjas e o anão está levando alguma vantagem no confronto. Não fiquei na fila por nada e apesar de ser uma pessoa tolerante e extremamente equilibrada acabei mordendo o braço do anão pra ele soltar daquelas frutas. Elas não estavam exatamente cheirosas e após uma avaliação um pouco mais cuidadosa, decidi que as levaria somente para atirar na primeira carreata do PSDB que passar debaixo da minha janela. Bom, a solução é levar suco em caixa mesmo, foda-se, não vai ser isso a estragar a minha receita. Peguei rapidamente o creme de cebola e o suco encaixotado e fui ao caixa, que deveria ter mais ou menos 50 pessoas na minha frente. Após mais ou menos umas 4 horas tem somente uma das velhas que apanhou do anão na minha frente. A caixa informa o valor 14 vezes, sempre aumentando o tom da voz para a criatura. Ela retruca o valor dos guardanapos, dizendo que na prateleira está um centavo mais barato e manda chamar o gerente do estabelecimento, que manca fortemente de uma perna e é gago. Eles se entendem após mais ou menos 50 minutos, no que diz respeito ao nome de cada um. Já fazia umas nove horas que eu estava ali, então me descontrolei um pouco emparelhei o pessoal com adjetivos pouco atraentes. Fui escorraçado por todos, que me chamaram de não civilizado e sóciopata, até parece que eles podem ter razão, esse amontoado de gente feia, inútil e que me dá nojo. Com as compras feitas fui para a minha casa, estou com muita fome então é melhor eu não me enrolar na cozinha. Peguei os pedaços de frango, um refratário, abri a caixa de suco de laranja e peguei o envelope de creme de cebola, para empanar a carne. O envelope resistiu um bocado apesar de ter aquela marquinha para abrir sem tesoura, inclusive quebrando um dos meus dentes. Emprestei a minha coleção de 23 tesouras para o vizinho e ele foi passar o feriadão na Tasmânia, dificultando um pouco a devolução delas antes de segunda feira. Peguei o alicate universal e fui a luta, mas lá pela quinta tentativa cortei todos os dedos da mão direita.

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Menos mal que abri essa merda de envelope. Não vou dar muita bola para esse ingrediente de última hora na minha receita – meio litro de sangue -. Montado o prato, vamos colocá-lo no forno e começar a brincadeira. Quer dizer, tentar começar, pois o gás acabou, acho eu. E bem na hora que queimou a luz da cozinha. Fui procurar mais fósforos para tentar acender uma vela e procurar lâmpadas. Ummm risquei um fósforo bem na hora que sinto um forte cheiro de gás… ele não acabou… Beleza era só um problema com o botão do fogão, levei o fósforo em direção ao forno e quando abri a porta vi um clarão seguido de um forte estrondo.

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Quando acordo estou todo enfaixado no pronto socorro e vejo ao longe um médico dizendo alguma coisa e a minha mãe se virando aos prantos e abraçando meu pai. Será que eles também não gostam de peixe na sexta-feira santa?