Ferrari Spider 16M – Tour Virtual

ferrari-spider-16m1Nunca entrou em uma Ferrari na sua vida? Com medo de atravessar a sua existência sem essa indispensável experiência? Até o Rubinho e o Massa já entraram e você não? Então seus problemas acabaram!!!

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Detalhes, precisa ter Adobe Flash Player instalado e demora um pouco a carregar.

Vi ali no “naweb.wordpress.com”, mas também tinha visto no próprio site da Ferrari

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Uma década de fantasias – Quem paga a conta?

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Terça-feira última, dia 17 de fevereiro, o Terra Magazine (sim, às vezes tem algo que presta lá, mesmo que atrapalhe as manchetes do carnaval na Bahia), publicou um artigo do Paul Krugman, que entre outras coisas é um economista bem conceituado, dá aulas na Universidade de Princeton e escreve uma coluna de economia no New York Times.

Detalhe: o cara é o atual Prêmio Nobel de Economia. Ele começa o texto com uma metáfora, para que possa ilustrar de maneira bem simples o que está ocorrendo com a economia nos EUA. Isso não deveria me fazer investir tempo aqui no blog para comentar, mas além de ser tão bem explicado, dá a clara noção para qualquer um que ler, que o mundo todo está pagando parte da conta gerada pela irresponsabilidade intrínseca do “lifestile” Norte-Americano.

Sei que pode parecer uma espécie de segregação da minha parte usar esse espaço para incutir algum incauto leitor a pensar que os Norte-americanos são uma praga, mas não é.

Não se trata de uma simples crítica despretensiosa do conceito “Family Coke and Big Mac”, do conceito de gasolina barata venha de onde vier, de motores V8 para todos e sim o começo de uma constatação que me perturba. Esse pessoal vai destruir o mundo. Não basta ser o maior poluidor do planeta, o patrulheiro de pesquisas nucleares alheias (eles podem os outros não), o maior detentor de armas (só eles podem também). Nem mesmo as pesquisas da Nasa que eram tão bem orientadas pelo Carl Sagan (só não está se revirando no túmulo porque se há vida após a morte ele está usando-a para conhecer outros povos em outros planetas), parecem escapar da sanha destruidora Norte-Americana. Eles querem explodir um foguete contra a lua para ver se tem água lá!

Mas não bastasse todos esses absurdos, os maiores culpados pela maior encrenca econômica mundial são eles também. A irresponsabilidade, os financiamentos gigantescos imobiliários acreditando no que a mídia de direita (sim lembra algo não é?) martelava diariamente, que a economia crescia, fez esse tremendo estrago.

Costumo dizer em rodas de amigos que o mundo fez girar a roda da economia mais rápido do que seu eixo agüentava. É simples detectar isso. Basta eu perceber a quantidade de empresas com as quais a minha empresa se relaciona (somos uma empresa de tecnologia), a briga quase selvagem para nos empurrar equipamentos que cada vez mais rápido perdem seu poder de processamento, a quantidade de conceitos novos que temos que aprender para esquecermos cada vez em menor tempo, a quantidade de siglas para novas boas práticas de gestão, tudo isso é feito para girar a roda da economia global de maneira mais veloz a cada dia, mas então um dia isso iria dar problema. E vejo que em todos os principais problemas globais, sempre existe o Norte-Americano inserido no contexto.

Por que razão é investido tanto dinheiro na indústria da Guerra e tão pouco em pesquisa científica que beneficie a humanidade? Porque isso gira a insana roda Norte-Americana da economia, gera poder de intimidação. Eles acham realmente que o planeta é deles. Os ingleses deviam torturarem-se uns aos outros por terem pisado na América do Norte.

E o resultado dessa enorme complicação, que paga? Pagamos eu, você leitor, e todos os demais seres que vivem na Terra.

Aconteceu em uma grande empresa de Internet no Brasil – Parte 2

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Aquela situação imaginária ainda não saiu da cabeça criativa do autor. A conversa imaginária com a pessoa mais imaginária ainda no RH também não sai da cabeça dele. Veja leitor, que muitas das pessoas imaginárias que souberam do assunto comentaram que o evento sequer devia chegar aos ouvidos do autor. Perceba o que qualquer pessoa com bom senso e um mínimo de juízo não faria tamanho barulho por duas garrafas de uísque. Simplesmente porque primeiro não guardou em lugar devidamente seguro, segundo pelo valor aparentemente insignificante dos artefatos que sumiram.

Não dá para esquecer que os suspeitos do sumiço foram tratados como eram tratados prisioneiros da Gestapo do Departamento A2. A funcionária imaginária do RH tem garras poderosas escondidas sob unhas bem cuidadas, e estão prontas a dilacerar a alma de quem não confessar crimes que não cometeu.

As curiosidades do caso: Um funcionário da empresa de vigilância logo após o evento, pediu para trocar de posto e ir fazer vigilância em outra empresa. Segundo consta no imaginário do pessoal (imaginário) que convivia com ele, em seu turno algumas outras coisas desapareceram, e viram ele vendendo uma garrafa de uísque na rua ao lado. Nem assim ele pode ser acusado de nada. E o autor que nunca fez nada de errado e nem foi visto fazendo, deveria ser acusado? Outra coisa engraçada, fruto da imaginação fértil do autor: A mesma pessoa no RH que insinuou ao autor que ele era sem-vergonha por usar táxi fora de hora às custas da empresa, é vista mais de uma vez em seu turno de trabalho, tomando banho de sol em um famoso clube da cidade cercada de todos os brindes que a empresa distribui para assinantes. Vamos adaptar o ditado popular: “Pregou moral de calcinha, e para a pessoa errada”.

Não se trata mais de reclamar que estamos em um mundo (imaginário) perdido. Não se trata mais de revisar valores e sim de encontrá-los em meio a uma parcela da sociedade que perdeu o rumo de maneira aparentemente definitiva. Uma parcela que dá valor à aparência, à politicagem barata, ao culto à falta de personalidade.

Ornitorrinco

Ornitorrinco

Não costumava medir os acessos ao blog. Não escrevo aqui em busca de acessos ou de pessoas que se solidarizem à minha doença silenciosa. Mas aconteceu uma coisa que me chamou a atenção. Dos mais de doze mil acessos aqui uma parcela significativa deles são de pessoas que buscam informações sobre…Ornitorrincos! Isso mesmo, ornitorrincos. Esse pitoresco mamífero com bico de pato. Um ornitorrinco chama mais a atenção do mundo que tudo que eu já escrevi junto. E isso que ele não está em extinção.

Os 5 melhores vocalistas do rock

Contrariando o que eu coloquei em um post dias atrás e para exercitar um pouco minha técnica de argumento, resolvi parar e pensar nos meus vocalistas preferidos e porquê eles são os meus preferidos. Então…vamos lá!

Se você espera encontrar aqui Bruce Dickinson, Robert Plant, John Lennon ou o Marcelo Camelo, sugiro nem continuar,  afinal não sou crítico musical, nem muito menos tenho obrigação de curtir o que a massa curte.

O que eu levo em consideração para julgar os cinco melhores? Primeiramente eles tem que possuir algo a me passar, alguma mensagem, ou a sua atitude em relação as coisas, ou seja, eles tem que ter algo em comum comigo, procurar algo, respostas ao longo de suas vidas. Ou então apertaram o botão do foda-se em algum momento.

5º lugar: Bono Vox

Bono Vox

Não é errado pensar que uma grande banda tem que ter, obrigatoriamente, um grande frontman. Banda nenhuma que se preza dá pouco valor às apresentações ao vivo, e quando ela começa a ter como rotina shows gigantescos e seu cast é de apenas quatro músicos, torna-se indispensável a presença do “Pastor”, o cara que vai comandar a massa por algumas horas. E Bono antes de mais nada, é “O” frontman. Ele conduz os shows do U2 como poucos no mundo musical. Se você puder ir em um show do U2, vai esquecer suas contas, sua família problemática e aquele bando de idiotas no serviço. Sua alma é do Bono, por duas horas, você vai agradecer por isso a vida inteira e ainda contar pros seus netos.De quebra, ele não desistiu da humanidade, apesar de ser bem compreensível se quisesse. Meu som preferido é “Bad”

4 º lugar: Joey Ramone

Joey Ramone

Muitos vocalistas, a grande maioria até, pode-se dizer que tem a voz inconfundível, afinal também é pela voz de seu cantor que se reconhece uma banda. Mas de todos acho que o Joey Ramone é o maior exemplo disto. Ele certamente não era um cara com um grande dom, a técnica passava longe ali (e de todos nos Ramones). Mas ele era um cara performático à moda dele. Imagino que, assim como eu em minha distante juventude, em muitas madrugadas chuvosas longe de casa junto de um monte de malucos bêbados em lugares barulhentos, sujos e violentos, deve ter se perguntado: “Mas que porra eu estou fazendo aqui? Que hora para acabar a bebida!”. Esse cara influenciou muita gente, e põe muita gente nisso, pois transmitia energia em suas músicas, muita energia. Música é antes de mais nada, energia sonora. O som que eu mais gosto (e  excepcionalmente neste caso outros cinqüenta milhões de pessoas) é “Blitzkrieg Bop”.

3º lugar: Joe Elliott

Joe Eliott

Se tem um cara que sabe colocar a voz em uma musica de um jeito canastrão e legal, esse é o Elliot. Tem uma ótima noção de arranjo e junto com os riffs bem bolados do Def Leppard fez músicas memoráveis. Dentro do NWOBHM, para mim, é ele e mais dez. O cara passa uma imagem de quem sempre está disposto a investir numa mulher, mesmo que vá dar em nada e ele se queime. Ele às vezes parece um Poser “do bem”, se é que essa merda existe. Minha música preferida é “Have You Ever Needed Someone So Bad”.

2º lugar: Michael Hutchence

Michael Hutchence

Esse cara era muito versátil, tinha uma dinâmica muito acentuada e sua voz era potente. Conseguia dar a energia de uma bomba em um som, e um ar blasé em outro, dentro do mesmo show, ele era vários ao mesmo tempo e o INXS acho que nada seria se ele não tivesse pego a estrada junto. Era um cara intenso e cool mesmo, e ouvindo ele cantar dava pra curtir um monte. Esse era outro cara muito mulherengo e acho que a vida dele era centrada em mulheres, ele parece que precisava cem por cento do tempo estar vivendo algo intenso com uma mulher. E isso deve ser muito bom. Muito ruim ele ter se matado, e contam, foi por causa de uma mulher. Uma pena, pois poderíamos estar ainda hoje curtindo músicas novas dele. A minha preferida do INXS é “Tiny Daggers”.

1º lugar: Richard Butler

Richard Butler

Bom esse cara pra mim dispensa grandes comentários, por vezes acho que o The Psycodelic Furs não era uma banda e sim uma reunião de sociopatas. Acho que se o Joker da HQ “The Killing Joke” fosse o vocalista de uma banda, ele seria o Butler com sua voz engordurada, sua empáfia, seu ar de foda-se todo mundo com o dedo médio em riste. As músicas do TPF são uma névoa de loucura e um convite a pensar que nada mais tem solução, elas são lúcidas e sombrias, afinal não dá pra cantar o desespero e a desistência da espécie em ritmo de Axé. Minhas músicas preferidas são “All That Money Wants”, “All Of The Law”, e “Shine”.



Uma fábula moderna II

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Era uma vez, uma pessoa comum. Ela havia nascido sem dom algum. Quando muito, fritava um ovo sem queimar. Era de fato, tão comum, que passou a vida estudantil inteira, do primário até a faculdade, freqüentando as mesmas aulas que um garotinho vizinho seu. Formaram-se juntos, e foi cumprimentar seu antigo vizinho e então colega de formatura, que disse: “Desculpe, mas quem é você?”.

E o tempo passou, em toda fábula o tempo passa não é mesmo? E nessa não seria diferente. Um dia essa pessoa comum disse que tinha um sonho. Que gostaria de tocar direitinho “Sleepwalker”, tal e qual Brian Setzer, antes de morrer. Eis que surge a fada Sininho com sua varinha de condão em forma de porrete do Capitão Caverna. Ela concede o desejo.

Avançamos então para o ano de 3019. A pessoa já virou praticamente uma múmia saudável e atucana os vizinhos 4 horas por dia.