Saiu a coleção dos melhores momentos do Flying Circus

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Eu sou uma pessoa obstinada, mas apenas quando me convém. Desde adolescente eu sou fã do Monty Python, descobri-os com uns 16 anos nas madrugadas da TV Globo, em um programa chamado “Sessão de Gala”. A Sessão de Gala passava após o antecessor do Supercine, que se chamava “Primeira Exibição”. Em geral os filmes que passavam na Sessão de Gala eram melhores que os da Primeira Exibição e Supercine.


Os filmes do Monty Python eu via nas madrugadas de domingo, após o pessoal de casa ver TV na noite de sábado. Muito da cultura que eu adquiri ao longo do tempo foi nas madrugadas, onde eu lia e via o que me interessava sem ninguém atrapalhar.

Como eu comecei a gostar mesmo, comprei uma fita de vídeo e deixava ela no videocassete na espera, todos os sábados à noite, de que reprisassem os filmes do MP. Assim comecei a me interessar.


Comecei a pesquisar nas locadoras perto de casa e consegui achar alguns dos filmes, sem os comerciais da TV e com mais cenas. E principalmente com os créditos. Com o passar dos anos e o acesso à internet pesquisei e achei a história deles, bem como as biografias dos seis membros do MP. Posso dizer sem medo de errar que o começo da minha coleção de filmes começou em VHS na adolescência com o MP, e mais adiante, já com 29 anos, em DVD também com Monty Python.


Na obra de reforma do meu apartamento fiz questão de elaborar um projeto para minha sala virar uma sala de cinema, na realidade reconstruí ela praticamente com essa finalidade.E tudo isso começou com aqueles seis debilóides.

Eis que agora surge a coleção dos melhores sketches (quadros) dos tempos do Flying Circus, (que era o programa deles na TV inglesa BBC e que começou em 1969). São seis DVDs, cada um com os melhores sketches selecionados por cada um dos membros. Como um deles morreu em 1989 (Graham Chapman), um desses DVDs é feito pelos outros cinco membros do grupo em homenagem ao Chapman e com uma seleção de cenas que eles imaginam que o cara ia gostar. Acho mesmo que os caras mais pirados da mídia são eles, desde sempre. Naturalmente providenciei as minhas cópias, com satisfação.

Uma vez ouvi: Você gosta disso porque é dito “humor inteligente”. Uma das coisas mais idiotas que tenho notícia é uma pessoa querendo que a outra justifique o gosto por alguma coisa. Gosto é uma coisa pessoal, não sou obrigado a explicar para ninguém e não sou obrigado a parar para pensar nos motivos, simplesmente gosto. Acho que essas tentativas de invasão fazem eu perder o gosto por manter relacionamentos, e cada vez mais me isolar dentro da minha própria cabeça.

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Sobre a imensidão do universo

cosmos

Meu amigo Diego teve um trabalhão baixando Consegui todos os episódios da antiga série de televisão do Carl Sagan, intitulada de Cosmos. Vou deixar registrado aqui a minha gratidão ao trabalhão que o Diego teve e que compartilhou comigo e também o fascínio que essa série sempre produziu em mim, desde minha infância. Lembro do velho Manoel Bezerra, meu avô ligando a tv e girando o seletor à direita, pléc, pléc, pléc, depois ajustando o horizontal nos finais de semana pela manhã. Eu via esse programa quase grudado na tv e meu gato Frajola junto, ele não gostava do programa, mas gostava de ficar grudado em mim. Assisti os episódios de novo e muitos deles foram como voltar no tempo. Pretendo mais adiante falar de cada um dos treze episódios aqui no Blog. Aguardem

Que venha 2009, aqui prá você ó, 2008!

Acabou. Ou melhor, começou. 2008 não foi um ano comum, foi difícil para caramba. Bom, foda-se 2008. Vem 2009 e nem bem tenho sossego e já vem um monte de demandas. Filhos querem mais atenção, esposa quer mais atenção, o chefe quer mais atenção. Será que todo mundo não vê que eu tenho limites? Engordei 10 quilos, bom foda-se a balança, a farmácia, os remédios e o governo Bush. Tenho uns projetos pessoais esse ano, vou fazer um podcast naquela merda de domínio que eu não cuidei direito esse ano.

De positivo esse ano comprei meu apartamento, passei sete longos meses colocando ele abaixo e fiz tudo de novo como eu achei melhor. A patroa surtou porque ela não escolheu os azulejos do banheiro. Fodam-se os azulejos do banheiro. Se ela escolhesse ia ser uma coisa que ia ser chamativa, cara e inútil. Os azulejos do banheiro fizeram eu ter um conceito definitivo da patroa.