A lancheira do Scooby-Doo

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Hoje pela manhã fui brindado de maneira medieval pela Equipe de Tecnologia da Informação com a necessidade de minha presença em uma reunião. Eu não vou culpar esse pessoal, afinal de contas não é todo mundo que sabe que existe e-mail e agenda, isso são coisas muito modernas. Reunião comum, sistema de controle de acesso novo, projeto recente, o antigo gerente da área escreveu à quatro mãos comigo isso, faz só uns dois anos. A velocidade do projeto foi fabulosa, por pouco não esqueci que fui eu quem escreveu parte disso. O setor de tecnologia da Informação pegou mais uns incautos para a reunião com o fornecedor do novo sistema e então começou a lenga-lenga. Como eu já sabia o que precisava, fiquei fazendo de conta que estava interessado. Uma hora eu segurei o queixo com as duas mãos e os dedos ficaram perto do meu nariz. Os odores gerais da sala e das pessoas mais o cheiro das minhas mãos que tinham resíduos do meu perfume se misturaram e eu comecei a viajar, comecei a me lembrar do cheiro da minha lancheira dda época do primário. A minha mãe naquele tempo havia me comprado ou eu havia ganho, uma lancheira do Scooby-Doo, tinha um buraco na tampa que encaixava a garrafinha. Todo dia eu levava pão e manteiga na lancheira e um Nescau quentinho na garrafa, com bastante açúcar que eu gosto é de coisas doces. Podia nevar ou fazer um calor do Saara e o Nescau eu levava quentinho, puta merda! Esse cheiro geral de um monte de porcaria junto na sala mais as minhas mãos me lembraram o cheiro do plástico da lancheira. Que barato, eu tinha aula de tarde e aí num determinado horário a gente parava de fazer as coisas simplesmente para descansar, eles chamavam isso de recreio. Aqui não tem lancheira, nem recreio nem descanso, mas de vez em quando em uma reunião tem o cheirinho da minha lancheira.

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4 comentários sobre “A lancheira do Scooby-Doo

  1. Cara, esses cheiros dão a maior nostalgia. Não me lembro onde eu entrei há alguns anos que tinha o cheiro da cozinha da casa da minha avó, que morreu há mais de dez anos! Fiquei louco com aquela sensação de que ela estaria esperando na poltrona da sala…

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