Dois dedos de prosa…

Vinte e uma horas, quinta feira, e adivinhe onde estou? É claro, aqui estou eu e esse cursor maldito fica piscando nessa folha de papel virtual. Aliás, qual é a definição de virtual, não é mesmo? Faz meses que preciso terminar a última parte da história da Rua Baskett, não é falta de tempo ou idéia, é o contrário. Não posso escrever a mesma história de milhares de maneiras, isso me pareceria novelas da Globo, e esses folhetins são um lixão. Meu Blog também é um lixão, mas de princípios. Tenho a impressão de que espantei alguém que já não estava muito perto para mais longe ainda. Eu acho impressionante aquela máxima de que “de perto ninguém é normal”, foi bem isso que deve ter acontecido, uma história que estava entalada na minha garganta e que cometi a deselegância de escrever aqui, para seis bilhões e pouco de pessoas em potencial lerem e meia dúzia saberem do que se trata deve ter espantado essa pessoa. Quer saber? Foi no mínimo deselegante mesmo, mas não sou nem nunca fui um gentleman, isso não é do meu lifestyle. Bem, trocando de assunto, meus planos do livro estão indo bem, já consegui separar um bom material e estou pensando em como compor isso, tem diagramação, formatação, revisão… Tem sido divertido pensar nisso. Meu outro mega plano de montar um site está indo bem, e já consegui escrever “estamos em construção”, nele. Do jeito que vai antes dos quarenta anos vai ser brabo produzir algo. Quero que seja uma coisa bonita, bem apresentada.

Bem, do mais absoluto nada hoje, no meio de uma reunião me lembrei de uma história de muitos anos atrás, acho que eu tinha uns vinte anos, quando muito: Éramos uma turma grande de amigos, e o menos demente era entregue cedo da manhã na porta do condomínio desmaiado, por uma kombi da Ceasa. O motorista parava, abria as portas e junto daquele fedor de verduras e legumes seriamente “passados” estava o cara podre de bêbado.

Como eu disse, esse era o menos demente. Num belo inicio de verão, dois amigos dessa turma, que atendiam pelas graças de “Negão” e “Foguinho” tiveram uma idéia: Eles queriam passar o verão na praia, na casa do Negão,na maior vadiagem, mas não tinham como se manter lá por três meses. Eis que surge o repente de comprar maconha, transformar em cigarros e vender por lá. É claro que a idéia maliciosa e não verdadeira de que se tratava de tráfico de drogas não passou pelas cabeças daquelas duas ricas criaturas. Eles pensaram (?) tão somente que como se tratava de uma operação com retorno financeiro líquido e certo e, além disso, era um belo retorno financeiro, com o dinheiro que passariam um mês na praia, simplesmente passariam três meses. Eu não lembro bem disso, de como eles compraram, pois eu não andava sóbrio por períodos muito longos naquela época. Mas ficamos sabendo todos que eles foram com seu projeto empresarial para a praia. É claro que quase nunca negócios e prazer andam de mãos dadas sorridentes e felizes. Os caras resolveram experimentar o produto e assim atestar a qualidade do que eles venderiam. O lance era bom, eles experimentaram mais algumas vezes, sabe como é, controle de qualidade mesmo. Bom, pra quê vender tudo isso não é? Separaram a metade pra consumo, o resto daria para eles facilmente se manterem no litoral, com uma ou duas refeições a menos por dia. E não é que eles se esqueceram de um detalhe? Para vender aquilo, era preciso sair de casa, anunciar, ir atrás de clientes. Enfurnados dentro da residência, os dias inteiros, com todas as portas e janelas fechadas, sem atender sequer os vizinhos que estavam preocupados, com certeza não era a melhor estratégia. Para resumir eles ficaram uma semana na praia e tiveram que voltar de carona para a cidade, depois de fumar tudo e mais um pouco, a maconha, o pé da mesa, o cachorro, as mochilas, o fogão e sei lá mais o quê. Cada um que me aparece….

Anúncios

Back to….

Bem, fiz quase tudo que me propus, faltou passar aqui naquele sábado, mas vou por a culpa naquelas “Skol com pescoção”. O Velton me pareceu bem de saúde e estava consertando uma Ibanez JEM e uma Gibson Les Paul de 12 paus, esse velho é sortudo. Vou aguardar a correria dele baixar e vamos fazer uma Jackson, com captadores dele. Ele continua achando que o americano não subiu na lua e vou confessar que eu também tenho sérias dúvidas quanto a isso. Minhas crias enlouqueceram comigo em casa uma semana, nenhuma delas nunca tinha presenciado isso, e a Mariazinha do alto de seus quatro anos tirou umas sacadas sensacionais a respeito, O Janjão, curtiu a minha presença, e pela primeira vez na vida tomei banho, mais de uma vez, com outro homem, até não achei ruim, mas é claro que o fato dele ser meu filho e ter só um ano colaborou para esse sentimento. Descobri que o guri é um bom gourmand de sorvetes, aliás, descobrimos juntos. Em função do calor exarcebado optei por não sair à esmo por aí com a Maria. Senti falta de trabalhar, mas não senti falta dos meus colegas, o que era óbvio que ia acontecer. Aliás, na minha volta vi que não mudou nada, eles continuam agindo de maneira a parecerem as pessoas mais cools(essa palavra existe?) e outsiders do pedaço, mas o nível cultural baseado no mundo fashion, no mundo do “tema do dia, tema da semana e tema do mês” desmente isso visivelmente. Acho que isso não é culpa estritamente deles, é um pouco da cultura da empresa, da cultura da informação roteada com alta velocidade. Nada mais justo do que ter a maioria de seu quadro de RH baseado nesse skill de pessoas. Não terminei meu Mirage, deixei nas pendências junto com outras 67 caixas de aviões que, esperam alguns, dez anos na fila de montagem. Falei com muitas pessoas para desejar bom natal e ano novo, e realmente me xingaram e realmente mandei se danarem.Agora vamos tudo de novo. As obras me esperam, tirar um mega watt em transformadores e colocar o triplo para dentro do prédio sem desligar uma única dos mais de 900 servidores do Data Center um não vai ser moleza, e é só o começo do ano e a primeira bomba a ser desativada. Ah, registrei um domínio, aluguei hospedagem (hehehe), e em breve vou partir para uma idéia tosca de ter um site na rede.