Re-Post – O estupro do Conde Drácula


Imaginopessoas; Não se trata de decadência, isso seria redundância. 6 pessoas pediram pra recolocar esse post. Escrevi isso a primeira vez em 1992, após ler uma história do Woody Allen e tentar com os vizinhos uma versão gravada em tape. Modifiquei algumas expressões para escrever essa última versão.

 

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É meia noite e um minuto de uma quinta feira qualquer. Dentro de seu Castelo assustador e obscuro na Transilvânia abrem-se os olhos do não menos assustador Conde Drácula. Mesmo dentro de sua tumba entende que está na hora de se revelar ao mundo, sua sede de sangue não mais pode aguardar. O Conde então se ergue de seu leito demoníaco e dá uma rápida checada em sua indumentária enquanto pensa na próxima refeição. De repente ele assume as formas de um monstruoso morcego para logo após, sair pela janela e errar pelas redondezas à procura de um pescoço suculento e se possível também cheiroso, pois o de terça feira devia ter tomado seu último banho no dia da Santa Ceia. Ele sobrevoa os arredores do centro da cidade até se deter um pouco mais em uma donzela que perambula solitária no Beco Van Dietch, tradicional antro municipal de devassidão e luxúria. “Beleza galera! Essa aí se ferrou!”. Nosso anti-herói dá alguns loopings no ar, faceiro da vida, e sorrateiramente pousa já com sua forma humana, logo atrás de sua incauta vítima. “Ummm, de perto ela parece bem maior”, raciocina o malvado Conde, “Deve ser jogadora de basquete na escola, melhor assim, maior estrutura, mais sangue”. Drácula se adianta um pouco da vítima e gira 180 graus a direita com sua flamante capa de cetim. Dá uma sacudida bem cafajeste nas sombrancelhas e dispara: “E daí neném? Vem sempre aqui? Devo estar no céu, pois estou vendo um anjo na minha frente”. A moça prontamente responde, ela está um pouco assustada e começa a falar com uma voz mais fina que os fios das meias Vivarina: “Nóóóssa moço, que susto! E que repertório fraquinho hein??” O Conde não perde o rebolado: “Você tem certeza de que me acha fraquinho baby?” E vai se aproximando mais,até abraçá-la: ”Que tal um papo mais de perto doçura? Você faz meu sangue ferver!”. Nossa pobre vítima em potencial começa a se sentir incômoda e tenta desvencilhar-se do atrevido, mas ele começa a mostrar a que veio e passar a mão por dentro da blusa da moça: “Querida você deve pensar seriamente a parar com os hormônios e anabolizantes, além de serem proibidos para atletas, deixam seu peito com cabelos demais, chega a ser broxante”. Ele começa a botar sua mão dentro da saia da pobre inocente, quando sente um volume que sinceramente lhe deixa um pouco desconfortável. “Ahn, querida do que se trata isso??, ummm se estiver menstruada…” A voz de nossa vítima nesse momento muda de um tom suave para uma mistura de Darth Vader com George Foreman. “Eu não estou menstruada, bobinho. Vem cá rapaz, vamos conversar de pertinho”. O Conde começa a tentar tirar a mão fora, mas a moça é bem maior e mais forte que o nosso vampiro. “Olha, eu estava brincando viu? Sou apenas um maroto, não tenho muita noção, Joselito mesmo, entende?” A moça está um pouco excitada, com o volume já ereto por baixo da calcinha, os olhos saltados e um ar ofegante. “Vem cá meu gostosinho, que vou te fazer feliz. Vou te apresentar minha luneta, você vai ver estrelas”. O nosso protagonista tenta em vão se desvencilhar, mas a coisa começa a ficar preta: “Olha acho melhor você me soltar moça (?), eu tenho hemorróidas e sem falar que ando com um escorrimento de desanimar. Não sou uma boa opção essa noite”. A antiga vítima agora é o carrasco que põe para fora das calcinhas uma bazuca de carne e rasga as calças do vampiro, já se debatendo , chorando e gritando muito: “Olha vamos conversar, o que passou, passou. Não vai querer isso que estou pensando vai?? Olha tenho uma reputação a zelar e… Não! NÃO! NÃÃÃÃOOOO! NÃÃÃO……….. ARGH!!!!!!!!! Passam cerca de quinze minutos, o Conde então acorda com o traseiro dormente, chora um pouco e vira novamente um morcego. Hoje ele vai pra casa com as cuecas arrombadas e com fome. Valia mais a pena o pescoço mal cheiroso de terça passada.

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2 comentários sobre “Re-Post – O estupro do Conde Drácula

  1. Hahahahaha!!!

    Essa estória é muito boa, muito engraçada mesmo! Já tinha lido, mas realmente valeu a pena o re-post pra ler de novo.

    Abraços,
    Branden

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