Vacations – The Road Warrior

19:45 – Green Day – Scattered – Church On Sunday (tudo no repeat, que modo escroto)
Depois de cinco anos, enfim as férias. Nada muito longo, do Natal ao Ano novo, mas já é alguma coisa. Prometi a mim mesmo que simplesmente iria fazer uns poucos planos e no geral, curtir o período. Estreitar a relação com o Janjão, enlouquecer com os agora vários passos que ele já dá e as coisas desconexas que ele tenta fazer do alto de seus treze meses e tentar repetir pra ver ele sorrir e mostrar aqueles dentões. Pegar a Mariazinha pela mão e sair por aí, easy rider mesmo, quando nós estivermos na calçada, apontamos os narizes bem parecidos para algum lugar e nos mandamos. Vou trocar as cordas da minha JS100 “hand made”, organizar minhas coleções de dvds e cds, terminar meu Mirage 2000D da L’Armée de L’Air enquanto ouço meus cds do Psychedelic Furs, Def Leppard, talvez de para algum do Outfield ou Hoodoo Gurus… e o melhor, sem um celular no vibracall dentro do bolso da bermuda, alias, vou ficar é de cuecão.Irei visitar o velho Luthier que fez minha guitarra e que esteve doente, vou passar a tarde de alguma feira conversando com ele, tomando coca-cola e duvidando que o Americano subiu na lua, babando em algum catálgo de Ibanez ou Jackson rara e que ele já fez e alguma loja aqui no Brasil já vendeu pelo preço de um carro usado e ninguém desconfiou.Quando eu estiver indo embora depois de filar um café do velho ele vai ter me convencido a fazer a Jackson igual a do Jason Becker, que eu estou namorando a um ano e não tenho coragem de pagar ou então terei mudado pela enésima vez de idéia e fazemos a Mosrite do Johnny Ramone, sei lá. Essa semaninha veio bem a calhar, já que estou saindo do sexto início de depressão do ano. Vou poder dar um tempo no monte de gente inútil que tenho por perto e que tem uma parcela de culpa por isso, ultimamente tem sido difícil saudar a todas no raiar do dia, mas faço para não ser taxado de alíenado ou mal-educado, e mesmo para honrar o que os velhos tentaram me ensinar. Poderei dar um tempo em quatro obras enormes e delegar o pouco que se faz na última semana do ano para meus capangas aqui, que vão tocar o barco até melhor do que eu. Vou ligar para todas as pessoas que fazem a diferença e dizer a uma por uma o quanto faz essa diferença, mesmo que a maioria me mande longe, afirmando que sou mais um otário inundado pelo espírito imbecilizante do fim do ano e que a mídia potencializa ao máximo. Mas vou dizer assim mesmo, elas que se danem. Bem, vou indo nessa, sábado depois de uma cerveja elucidante dou uma passada por aqui.Até mais.

Anúncios

Re-Post – O estupro do Conde Drácula


Imaginopessoas; Não se trata de decadência, isso seria redundância. 6 pessoas pediram pra recolocar esse post. Escrevi isso a primeira vez em 1992, após ler uma história do Woody Allen e tentar com os vizinhos uma versão gravada em tape. Modifiquei algumas expressões para escrever essa última versão.

 

*******************************************
É meia noite e um minuto de uma quinta feira qualquer. Dentro de seu Castelo assustador e obscuro na Transilvânia abrem-se os olhos do não menos assustador Conde Drácula. Mesmo dentro de sua tumba entende que está na hora de se revelar ao mundo, sua sede de sangue não mais pode aguardar. O Conde então se ergue de seu leito demoníaco e dá uma rápida checada em sua indumentária enquanto pensa na próxima refeição. De repente ele assume as formas de um monstruoso morcego para logo após, sair pela janela e errar pelas redondezas à procura de um pescoço suculento e se possível também cheiroso, pois o de terça feira devia ter tomado seu último banho no dia da Santa Ceia. Ele sobrevoa os arredores do centro da cidade até se deter um pouco mais em uma donzela que perambula solitária no Beco Van Dietch, tradicional antro municipal de devassidão e luxúria. “Beleza galera! Essa aí se ferrou!”. Nosso anti-herói dá alguns loopings no ar, faceiro da vida, e sorrateiramente pousa já com sua forma humana, logo atrás de sua incauta vítima. “Ummm, de perto ela parece bem maior”, raciocina o malvado Conde, “Deve ser jogadora de basquete na escola, melhor assim, maior estrutura, mais sangue”. Drácula se adianta um pouco da vítima e gira 180 graus a direita com sua flamante capa de cetim. Dá uma sacudida bem cafajeste nas sombrancelhas e dispara: “E daí neném? Vem sempre aqui? Devo estar no céu, pois estou vendo um anjo na minha frente”. A moça prontamente responde, ela está um pouco assustada e começa a falar com uma voz mais fina que os fios das meias Vivarina: “Nóóóssa moço, que susto! E que repertório fraquinho hein??” O Conde não perde o rebolado: “Você tem certeza de que me acha fraquinho baby?” E vai se aproximando mais,até abraçá-la: ”Que tal um papo mais de perto doçura? Você faz meu sangue ferver!”. Nossa pobre vítima em potencial começa a se sentir incômoda e tenta desvencilhar-se do atrevido, mas ele começa a mostrar a que veio e passar a mão por dentro da blusa da moça: “Querida você deve pensar seriamente a parar com os hormônios e anabolizantes, além de serem proibidos para atletas, deixam seu peito com cabelos demais, chega a ser broxante”. Ele começa a botar sua mão dentro da saia da pobre inocente, quando sente um volume que sinceramente lhe deixa um pouco desconfortável. “Ahn, querida do que se trata isso??, ummm se estiver menstruada…” A voz de nossa vítima nesse momento muda de um tom suave para uma mistura de Darth Vader com George Foreman. “Eu não estou menstruada, bobinho. Vem cá rapaz, vamos conversar de pertinho”. O Conde começa a tentar tirar a mão fora, mas a moça é bem maior e mais forte que o nosso vampiro. “Olha, eu estava brincando viu? Sou apenas um maroto, não tenho muita noção, Joselito mesmo, entende?” A moça está um pouco excitada, com o volume já ereto por baixo da calcinha, os olhos saltados e um ar ofegante. “Vem cá meu gostosinho, que vou te fazer feliz. Vou te apresentar minha luneta, você vai ver estrelas”. O nosso protagonista tenta em vão se desvencilhar, mas a coisa começa a ficar preta: “Olha acho melhor você me soltar moça (?), eu tenho hemorróidas e sem falar que ando com um escorrimento de desanimar. Não sou uma boa opção essa noite”. A antiga vítima agora é o carrasco que põe para fora das calcinhas uma bazuca de carne e rasga as calças do vampiro, já se debatendo , chorando e gritando muito: “Olha vamos conversar, o que passou, passou. Não vai querer isso que estou pensando vai?? Olha tenho uma reputação a zelar e… Não! NÃO! NÃÃÃÃOOOO! NÃÃÃO……….. ARGH!!!!!!!!! Passam cerca de quinze minutos, o Conde então acorda com o traseiro dormente, chora um pouco e vira novamente um morcego. Hoje ele vai pra casa com as cuecas arrombadas e com fome. Valia mais a pena o pescoço mal cheiroso de terça passada.