Aventuras sexuais de um macaco de circo aposentado.

Não sei de onde eu tirei o título desse post, mas isso acaba não interessando muito. Talvez hoje eu tenha chegado ao ápice da minha lucidez. Trabalho porque preciso, mesmo. Levei alguns minutos pra classificar meus colegas numa escala cultural de zero a dez. Noventa por cento deles não chegaram a um. Realmente é uma relação de trabalho, desnecessários infelizmente. Todos inteligentíssimos (o que diabos eu estou fazendo no mesmo meio?), mas vazios. Bem vamos ao que importa, por dias tenho pensado na minha aventura literária. Isso se tornou uma válvula de escape para algumas frustrações que de vez em quando batem em minha porta. É, eu queria ter escrito uma história diferente aos 17 anos, mas os hormônios em convulsão não me permitiram tal feito. Até aí tudo bem, nada que mais 17 longos anos não resolvessem… Mas ao contrário, noites incontáveis com aquele rosto passeando por milhares de sonhos, sempre tão real e ao mesmo tempo tão frustrante. Eu acho isso realmente cansativo, pois deveria ser assunto encerrado. Não o é, e realmente atrapalha. Desenvolvi uma teoria na adolescência que dizia mais ou menos assim: Um relacionamento tem seu ponto alto, seu ponto mais dramático e positivo, no primeiro beijo. Após isso, a curva desce, desce até o inevitável, que é a separação, o desejo inverso, de não estar mais ligado. O tempo? varia, mas a curva desce, isso é certo. Talvez seja esse o problema, não houve primeiro beijo. Dizer isso pro meu subconsciente é que é difícil, a impressão que eu tenho é que vou ter meu dia derradeiro e vou estar com isso preso na garganta. Minha teoria me intimidou, hoje eu sei que foi isso.Tive uma idéia de escrever além das minhas baboseiras de sempre, o que eu faço desde os 14 anos, uma história séria. Seria uma espécie de vácuo onde poderia exercitar o que eu queria que desse certo na vida real e nunca deu. “A verdadeira história sem fim”. Vou retomar esse post mais adiante tentando explicar essa idéia que tive. Por hora só passando por aqui, enquanto revisito meus velhos cds e volto a beber alguma coisa, depois de anos. No momento, “The Bends”, (Radiohead) novamente (acho que comentei no blog de alguém sobre esse CD). Comprei importado em 1998, quando não dava pra baixar no E-mule e afins. Ótimo, tristíssimo e depressivo o suficiente pra inspirar qualquer um, todas as letras foram escritas pelo vocalista bêbado, no fundo do ônibus, sempre no final dos shows, excelente do início ao fim, destaque, é claro para “High And Dry”, “Bullet Proof…I Wish Was” , “Black Star”, “Sulk”. A boa notícia foi que eu achei finalmente “Fear and Loathing in Las Vegas” (Medo e Delírio, na tradução porca de sempre), com o Jonnhy Depp e o Benicio Del Toro. Esse filme realmente me agrada e vale a pena.

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Um comentário sobre “Aventuras sexuais de um macaco de circo aposentado.

  1. Não acho que o primeiro beijo seja o ápice da relação. Para mim, é entre o momento em que o casal se entende perfeitamente na cama e o início do desinteresse sexual que inevitavelmente acontece.

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