E agora, Oberdã?

Ultimamente tenho ficado um pouco cabreiro com meu comportamento no que tange ao sexo, pois alguns fatos estão me alertando para esse delicado aspecto da vida humana. Tive um sonho há algumas noites, e esse sonho me preocupou deveras, até porque se isso acontecesse na vida real não sei qual seria minha reação. Eu simplesmente do nada apareci em uma casa que não faço a mínima idéia de onde fica, era uma casa bacaninha, espaçosa, dois andares e banheiros grandes. De repente eu estava sem roupa, com uma garrafa de vodka Orloff pela metade na mão esquerda e tocava um som muito doido que parecia uma mistura do Dee Lite com o Primus. Sem mais nem menos começa um desfile de coroas, todas mais ou menos na faixa dos quarenta e cinco, cinqüenta anos, semi-nuas, muito gostosas todas e querendo sexo comigo. Cada mulher era melhor que outra, e eu comecei a tremer de alegria, que logo após se transformou em ansiedade e não demorou muito, desandou para depressão. Meu pescoço doía muito em função de eu querer olhar o traseiro de todas, elas passavam muito rápido e eu não conseguia acompanhar, eu tentava e não conseguia, pois o desfile de belas mulheres maduras e sedentas por sexo medieval era muito veloz. Então comecei a chorar, pois entendia que se não conseguia olhar para todas, fazer sexo então seria praticamente impossível. Fiquei doidão no sonho, coisa de louco mesmo. Acordei em lágrimas, numa tristeza que me consumiu pelo resto do dia. O sonho simplesmente havia me alertado pra uma questão que ainda não tinha analisado com calma: O que há comigo que me faz não conseguir parar de pensar em mulher? Será que isso é normal? Bom pessoal, vou nessa que combinei um lance a noite com duas amigas. É Oberdã, a vida não é mole não.

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