Mais do mesmo alemão

Faz já algum tempo, escrevi nessa pocilga de Blog que não opinaria mais sobre fatos e pessoas reais. Isso era e continua sendo motivado pelo absoluto desinteresse que tenho em relação ao mundo e quase todas as pessoas que vivem nele. Mas na mesma ocasião, comentei que quando achasse de bom grado, discorreria sobre assuntos de não ficção. Pois bem: Fazem uns dois posts atrás, dei minha opinião sobre Michael Schumacher, e ela não era nada boa. De lá pra cá continuo achando ele um pilantra interessado somente em bater recordes e na sua glória pessoal (não tem nada de errado nisso, mas antipatizo totalmente com esse cara então qualquer coisa é motivo para falar mal dele). Não mudei de opinião em relação ao alemão, mas nunca consegui esquecer o episódio de Monza em 2000, que foi o 41º vencido por ele. Bem, para situá-los: Após todas as provas de F1, a FIA organiza uma entrevista com os três primeiros colocados, que chama de unilateral e que faz parte do material oficial produzido pela mesma. Essa entrevista ocorre antes da geral, que é aberta aos repórteres esportivos que cobrem a F1. No começo da unilateral, após a corrida de Monza o alemão já estava esquisito, mas quando foi perguntado sobre o que achava de ter igualado o número de vitórias de Ayrton Senna, ele começou a resmungar algo, mas não deu tempo: Schumacher não conseguiu se controlar e desandou a chorar, e de uma maneira escandalosa para os padrões dele. A situação foi tão dramática que os outros dois pilotos presentes (Mika Hakkinen, segunco colocado e Ralf Schumacher-irmão de Michael- , terceiro colocado) simplesmente não sabiam o que fazer, se davam uma força para o cara ou se respondiam as perguntas. Mais adiante e com o Alemão parcialmente refeito, o entrevistador tenta voltar à carga, mas Schummy corta o assunto pedindo outra pergunta, educadamente como sempre. Apesar de achar uma das cenas onde ele deixa escapar seu lado mais humano, por muito tempo relutei em comentar, pois achava importante mostrar as imagens para que o pessoal acredite e não haviam vídeos disponíveis com isso passeando pela web. Agradeço ao Blig do Gomes, que tinha um link para esse vídeo. Quer assistir? Clique com o botão esquerdo do mouse aqui. Ah, passeando pelo mesmo site onde a entrevista está publicada achei o vídeo de um dos dribles mais desconcertantes que o Schumacher já levou na moringa, uma ultrapassagem sensacional do Hakkinen sobre ele no mesmo ano de 2000, no já saudoso GP da Bélgica. Schummy tentava colocar um retardatário entre ele e o finlandês, bem no finalzinho da corrida, mas naquela ocasião além de não conseguir fazê-lo, ainda tomou uma ultrapassagem de gênio que rendeu centenas de comentários. O retardatário infelizmente era o brasileiro Ricardo Zonta, no episódio de igual maneira infeliz, mais marcante de sua trajetória na F1. Quer ver a ultrapassagem? Clique com o botão esquerdo do mouse aqui, ou então aqui para ver com a câmera onboard do carro do Hakkinen.

Não. Não morri não.

Ao sem número de fãs que tenho no blog (sem número é porque não tem nenhum mesmo), digo para não se desesperarem. A diarréia mental não tem fim, e particularmente quanto mais deprimido eu estou, mais coisas erradas vêm à minha cabeça. O problema é que, deprimido ou não, tem serviço pra caramba na empresa e não dá tempo nem de pensar no almoço, quanto mais em postar alguma coisa nessa bagaça. Acaba que fico pensando o quão incríveis são essas algemas que a consciência da responsabilidade nos põe e que as corporações se aproveitam, de maneira medieval, obviamente. Bom, aos zilhões de imaginopessoas que acompanham de perto a saga de policiais sem noção e jedis sem poder algum, meu recado breve: Tranqüilizem-se que vem mais coisas por aí, em um verdadeiro miasma de álibis lunáticos, que estratégicamente chamo de criatividade.
P.S.: Vi pela milionésima vez Bram Stoker’s Dracula. Para os eternos adolescentes de plantão, no mínimo o dever de refletir um bocado a respeito.
Saudações, Oberdã Camargo.