A Komby da bagaceirada

Já faz muito tempo que eu não vejo os desenhos do Scooby–Doo, muito mesmo, isso tem algumas razões, posso citar quase todas: A) Não sei em que canais passam. B) Não sei a que horas passam. C) provavelmente o item B coincide com meu horário de trabalho. D) Não curto mais. Mas vou dar uma atenção especial para a que eu julgo ser a maior de todas: No fundo, bem no fundo, sempre achei que o Salsicha era um puta maconheiro, e isso com o tempo acabou me decepcionando. Aliás, acho que não só ele era maconheiro como todos os seus comparsas também o eram. Na real aquela turma muito louca com roupas e atitudes lisérgicas não conseguiria me enrolar para sempre. Não dava simplesmente para disfarçar “ad eternum” o apelo ao uso de drogas pesadíssimas que usavam e ao lifestyle doente delas. O que dizer de quatro vagabundos mais um cachorro pulguento e sarnento se amontoando em uma Komby pintada de maneira prá lá de psicodélica perseguindo montros e fantasmas? Querendo que eu acredite?? Aquele bando de sem-vergonhas deviam passar o tempo todo fumando uma baura e na maior sacanagem , usem a imaginação!!! O Fredy e a Velma junto com a Daphne se amassando no banco da frente num agarramento de envergonhar o presidente do PSDB, enquanto o Salsicha queimava a erva maldita e se masturbava olhando o Scooby que estava prá lá de Marraquesh depois de virar uma caixa de biscoitos caninos recheados com cogumelos. E a fome daqueles dois?? Na maior laríca os infelizes estavam sempre, aqueles imundos. Tá na cara que aquele pessoal ia fundo na marofa, e estavam já em estado de dependência heavy , pois toda semana encontravam criaturas do outro mundo que segundo eles estavam perseguindo pobres inocentes. Eles azucrinavam as pessoas até não poder mais, daí quando o efeito das drogas passava (na hora de tirar a máscara dos “bandidões”) eles descobriam que não eram fantasmas, eram pessoas normais. Quanta porcaria sendo fumada, cheirada e injetada gente!! Só pode ser. A “Kombi da bagaceirada” devia ser o nome do desenho. E acho que na real todos morreram de AIDS pois sexo selvagem sem camisinha e seringas com heroína liberadíssimas num estilo tão inocente quanto uma mistura dos filmes “Garganta Profunda” e “Poltergeist” não perdoam ninguém.

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Abobrinhas – Volume 1

Uma das minhas preocupações com esse lixão tem sido a falta de tempo para postar asneiras. Fazem 10 dias que não tenho folga no serviço, a não ser algumas parcas horas para ir em casa morder o banho, beijar a comida e tomar minha família. Fico ruminando se realmente devo parar para postar alguma coisa que deixe uma mensagem inútil para que eu mesmo fique remoendo mais adiante, ou se vou pinçando esses absurdos do dia-a-dia, para conferir uma maior fluência dos textos. Estou me decidindo pela primeira opção, afinal essa bagaça serve mais para o meu exercício de intimismo do que para qualquer um olhar, foda-se. Mas tem coisas que enxergo diariamente que não posso deixar de comentar, tem alguns absurdos da latente estupidez humana que… Fazem uns dias que vejo vários cartazes atrás dos ônibus aqui em Porto Alegre, cartazes bem diagramados onde tem fotos de adolescentes com cara de bunda e a mensagem “Fiz o cursinho no Univeriotário e passei na UFRGS”. Hora bolas qual é a moral dessa imbecilidade? O que um revoltado de plantão pode entender com isso? Eu já fui mais revoltado, mas ainda hoje em dia não sou tão indolente assim com essas babaquices. Quer dizer então que a instituição de ensino essa do cartaz garante a uma imensa maioria de mauricinhos e patricinhas, todos filhinhos de papai que devem aprender os atalhos e macetes para então popularem a Universidade que deveria ser prioritariamente de pessoas com menos poder aquisitvo. Esse tipo de comercial imbecil é só mais uma maneira de enxergarmos as coisas que aumentam o abismo social no Brasil. E isso só vai aumentar, esse país idiota nunca vai ter jeito mesmo, nenhum governo se detém a um esforço decente para reduzir as diferenças, só disfarçam aqui e ali. Lamentável.

Sendo conclusivo….

Quando decidi criar essa bagaça de blog, sinceramente imaginava que ninguém em sã consciência se disporia a acompanhar um amontoado de palavras sem sentido. Não concebia alguém se interessando por idéias fracas a respeito da vida real e alguns textos de ficção que perdem fácinho para qualquer trama alienante que um ou outro Asdrúbal lunático cria e a rede Globo passa após o não menos alienante jornal nacional, na novela das oito. Quando comecei o blog não tinha nenhuma expectativa de chegar a alguém esse meu monte de besteiras. Bom, hoje ao menos eu tenho certeza de tudo isso, então não preciso ter mais quaisquer dúvidas. Isso quer dizer que não preciso ter nenhum compromisso com absolutamente nada e continuar delirando ao meu bel prazer. Quer dizer, delirando até certo ponto, pois entendo que tudo na vida tem sentido. Que bosta mesmo não é? Eu no fundo sabia que seria assim, mais cedo ou mais tarde iria perder o tino para escrever essas coisas, devia ter guardado algumas das minhas redações memoráveis ao invés de amassá-las e com a ajuda de um pouco de água, grudá-las no teto da sala de aula.

Meu nome é Oberdã Camargo!

Meu nome é Oberdã Camargo. Sou oficial do departamento de polícia da minha cidade, um lugar traiçoeiro, perigoso, imundo e cheio de marginais dispostos a tudo para elevar a onda de criminalidade, inclusive trabalharem. Sou um policial experiente, moderno, ágil, com um faro aguçado para encrencas, extremamente conclusivo e um pouco impaciente. Algumas pessoas se queixam do meu estilo de manter a lei, eles me chamam de violento. Essas bichinhas dos direitos humanos acham que vou tratar com o bandido oferecendo morangos e um beijo paternal, chongas para elas. Eu cheguei cedo em casa hoje, dia tranqüilo não fossem as explicações no departamento de como consegui separar a cabeça daquele marginal fdp de seu corpo com um garfo. A necessidade é a mãe da invenção e foi o que consegui para evitar o assalto na hora do meu almoço, pqp não se pode mais almoçar em paz. Meu chefe foi comigo, e apesar de ele tentar me defender dizendo que seria muito pior se eu tivesse evidências de que o suspeito cometeria o crime, mesmo assim percebi que ele estava puto comigo. Não entendo meu chefe, e sinceramente, acho que entendê-lo é tarefa para um psicólogo homossexual fdp. Bom, hora de relaxar, cheguei com apetite redobrado em casa, mas na geladeira só tinha água mineral e um pote com pasta de amendoim, que além de estar vencida a fábrica dela faliu a cinco anos. Pedi comida por telefone. Estou remoendo as reclamações sem sentido do meu chefe enquanto olho de novo as contas que tenho que pagar esse mês. Telefone, água, gás (?), luz, TV a cabo… Preciso baixar essas contas fdps, quase não uso nada, água e luz só para tomar banho, banho vou tomar gelado daqui em diante, pois água quente é coisa para bichinhas sensíveis. A TV não me dá a facilidade de assinar somente o canal pornô, pqp, merda de empresa vou cancelar essa assinatura fdp. Continuo ruminando mais uma meia hora as palavras exageradas do meu chefe, o Tenente Taborda, francamente ele exagerou hoje, me chamar de débil mental…Ouço uma batida sorrateira em minha porta, saquei minha Magnum 44, espreitei o olho mágico e vi aquele bandido sem vergonha com um volume embaixo do braço, hoje em dia a marginália está petulante demais. Meu instinto de acabar com o crime despertou com força máxima e esse desgraçado não vai mais viver aterrorizando a população, custe o que custar. De arma em punho destravei a porta e esperei a sede pelo crime fazê-lo entrar em meu apartamento. Cinco minutos se passaram, cinco longos minutos em que à medida que moviam os ponteiros do meu relógio, eles só alimentavam meu ódio por esse tipo de animais escrotos. Mas a ânsia pelo incorreto era forte no desgraçado e ele pôs a cabeça para dentro da porta. Meu treinamento intensivo de defesa pessoal e intimidação de javalis estava em ponto de bala e dei um golpe puxando ele inteiro para dentro segurando uma de suas narinas. Não tive misericórdia e pratiquei tudo que aprendi no livro “A arte da coronhada por Dirty Harry”, ele logo desabou, gritando coisas sem sentido como “a pizza não chegou friaaaaaa…”. Pqp, enquanto chutava a boca do cretino desacordado vi que ele estava disfarçado de entregador da Helmut’s, devia haver uma arma naquela caixa circular. Uma vez ele desmaiado e os vizinhos se agrupando curiosos na porta da minha casa em função do sangue que escorria porta afora, abri a caixa para apanhar a escopeta que estava com certeza escondida ali. Achei algo errado quando abri a caixa, ali tinham alguns sabores familiares em cima de um disco de massa, e não eram chumbo grosso. Que merda, é o terceiro entregador esse mês que deixo com seqüelas. Mas querem saber? É isso aí mesmo, não dou mole para ninguém. Essa cidade está cheia de gente que vive de más intenções, está repleta de sentimentos ruins e violência. Ela precisa de pessoas como eu.

O Astolfo

Um belo dia, Astolfo acordou. Colocou um pé para fora da sua cama, e logo após, o outro. Isso seria o lógico se o Astolfo não tivesse tido a nítida impressão de ter repetido essa operação mais um par de vezes. O Astolfo teve uma sensação ruim, sentiu a garganta seca e foi até a cozinha atrás de um copo de água, afinal, que casa é essa se não tiver uma bosta de um copo de água para molhar a goela de alguém em um momento delicado? Qual não foi a sua surpresa quando percebeu que não conseguia abrir a geladeira! Astolfo não sentia dor ou o que o valha, mas sim um misto de sentimento de curiosidade, ansiedade e desespero. Correu para o banheiro, onde havia um espelho grande, aqueles espelhos que são presos à parte de trás da porta do banheiro. Ele olhou e não acreditou: Havia se tornado um dromedário, da noite para o dia, acredite quem quiser. Ele disse para si mesmo: “Pô Astolfo, você se ferrou bonito mesmo hein? E agora? Você está atrasado para o serviço sua mula, quer dizer, seu dromedário!!” Isso mesmo, ainda tinha mais essa: Era o primeiro dia do Astolfo no emprego novo, agora como gerente no banco, depois de 10 anos de ralação diária. Uma rápida olhada nos livros da faculdade, suando frio. Não havia nada na estante com o titulo: Volte a se tornar humano em cinco minutos. Existe uma máxima que circula no mundo (idiota) corporativo(que por sinal está cheio de máximas idiotas): “Se a situação está ao seu favor, desfrute-a, se está contra você, transforme-a, se não pode ser transformada, transforme-se”. Essa lei do mundo corporativo paira pelas caixas de e-mails dos funcionários como uma maneira de fazê-los entenderem que ao invés de cada vez mais terem que tirar coelho da cartola para satisfazer os interesses da corporação, na realidade isso vale mais para que se desenvolvam profissionalmente. Se realmente fosse verdade, nunca haveria demissões, pois a corporação transformaria-se para se adequar às adversidades da economia, logo, não passa de uma dessas frases inúteis criadas pelos profissionais da auto-ajuda, que na realidade só auto-ajudam a si mesmos. Bem, vamos voltar ao pobre Astolfo, a situação era dramática: Perdera dez anos de sua vida esperando o tão sonhado momento de uma promoção que valesse a pena. Bom, ele estava decidido. Nada lhe tiraria o foco de seu objetivo. Fez o maior esforço de raciocínio e habilidade juntos de sua vida e conseguiu passar uma gravata pelo pescoço. Bebeu toda a água disponível em casa (a sede finalmente estava explicada) e com a mandíbula passou a chave na fechadura. Saiu porta afora, trancou ela com um pouco menos de dificuldade, deu algumas explicações ao síndico, incrédulo no elevador e foi à luta. Entrou todo orgulhoso na empresa ”ninguém me questione, hoje é o meu dia, eu sou o fodão”. Infelizmente nem todo mundo pensava assim. Chamaram o Zoológico, maior escarcéu, enjaularam o Astolfo e hoje ele mora do lado da jaula da Girafa.

Não desisti!


É o seguinte pessoal: Nos últimos dias não tenho tido lá grande tempo para escrever. Na última semana, por exemplo, perdi muito do tempo livre que dedico ao Blog, procurando um serviço decente, uma vez que não agüentei mais o antigo. Ele simplesmente não tinha nenhum recurso que prestasse e os que tinham, falhavam terrivelmente. Não vou gastar mais nenhuma linha reclamando do serviço anterior, pois não vale a pena. Peguei os textos que estavam lá, postei no Blogspot e pronto: Tudo funciona. É claro que ainda estou customizando ele aqui e ali para que fique com um aspecto razoável e organizado, pois de desorganizadas (e a maioria um lixão também), bastam as minhas idéias, mas a previsão é que nos próximos dias já comece a funcionar adequadamente. Tenho bastante a escrever, sobre coisas que julgo pertinentes, apesar de a maioria das pessoas maliciosamente chamarem de totalmente débeis mentais o que eu considero meus pontos de vista. Até daqui a pouco!

Telexpo 2006 – Eu fui.



Dizem por aí nesse mundinho escroto das telecomunicações que a Telexpo piora um pouco a cada ano. Não posso dizer, pois nunca havia ido a essa mega feira de tecnologia em São Paulo. Bom, meu chefe me ligou nas mini-férias: “Vamos na próxima quinta feira 09 e voltamos sexta 10, programe-se”. Foi a única vez em que não me preocupei em fazer relatório de solicitação de viagem, um dos poucos lados bons desse evento.Fomos no vôo 1953 da Gol, sai de PoA as 07:00, um pouco mais cedo do que o habitual, o 1764, mesma companhia, que nos proporciona 24 minutos a mais de sono. Despachei minha pouca bagagem, pois não curto muito aquela briga pelo espaço acima da minha moringa. Sentadão na poltrona 22D com uma revista para me entreter durante uma hora e quinze minutos, ouço o cordial comandante informar: “Senhores passageiros o aeroporto de Curitiba, que faz o controle da rota, opera em convencional”.Isso quer dizer para leigos, que o tempo está uma bosta e a maioria da instrumentação daquela bagaça só está servindo para apoiar o copo de café e o sanduíche do operador. Sabidamente os vôos atrasam em Curitiba em função do constante mau tempo de lá. A Infraero, sempre ligada no conforto e qualidade total dos pobres passageiros deu o golpe de misericórdia ao eleger essa bosta de aeroporto para controle da rota POASÃO. Quer dizer também que ao invés dos três minutinhos de intervalo entre uma decolagem e outra, agora são dez minutos, como somos o terceiro da fila, levaremos meia hora para decolarmos. É bom eu ler essa merda de revista mais devagar. Estou tentando me concentrar nela, quando o cara da poltrona 22E – um tio escroto – começa a cantar a moça da 22F – igualmente escrota -. Se eu fosse uma mulher me sentiria um lixão por ser cantada por aquele débil mental. É, provavelmente, como ela se sentia a cada vez, e foram muitas, que ela tentava inserir o namorado na conversa de qualquer maneira. Mas ela não está isenta do meu ódio só porque sofreu com o tio retardado com visual do Flávio Briatore, ela também era uma mala. Bem, voltando ao tiozinho, ele viu que não ia render muito e começou a disparar contra a comissária, aliás, graças a ele não vou esquecer o nome da infeliz: Érica Veríssimo. A pobre sofreu com os trocadilhos óbvios, acho que se a Gol servisse café no lugar daquelas indefectíveis barrinhas de cereais idiotas, ela o teria usado para ferver as bolas daquele cretino. Mas os meus vizinhos de poltrona não estavam a fim de colaborar comigo, mesmo. A moça acho até que por estar enojada com o imbecil ao meu lado, queria ir no banheiro direto. Uma das coisas ruins de não sentar na janela é isso, ter que se levantar, não dá pra se concentrar em nada. E o tio resolveu encher meu saco também, “você se importa de solicitar o jornal ali para o rapaz do outro lado?” O Fuzilei com os olhos e pedi o jornal, senão o mal-educado seria eu, sociedade de bosta essa que eu vivo. Nos pouco mais de 5 segundos que levou entre eu pedir o jornal e o rapaz emprestar passou um filme com varias opções de espancamento utilizando o jornal e o tiozinho apanhando. Segurei a onda e passei o jornal na boa, olhando eles nos olhos como quem quer dizer: “Não me pede mais nada, seu mala”. Levei as mãos aos céus quando descemos em Guarulhos. Bom a Telexpo começa as 12 hs, se não me engano, e chegamos um pouco antes das 09:00 hs. Para não ficarmos sem o que fazer, vamos ao mini-pop da empresa que eu trabalho que fica no CENU.Conversar com os colegas de lá, botar os assuntos em dia, decidir algumas coisas do dia-a-dia, enfim, fazer render ao máximo a ida. Almoço com o pessoal na praça de alimentação, num lugar chamado IT que tem tanta variedade de comida que mesmo para um elefante que nem eu fica difícil provar tudo. Terminado o almoço nos atiramos para aquela feira, meu chefe queria que extraíssemos o máximo possível, isso mesmo, futricar em tudo para ver se algo nos traria alguma vantagem. De cara tinha que me cadastrar para entrar, a chefia disse que havia mandado um mail me informando disso, mas não vi nada na minha caixa postal. Mas estava tranqüilo, em cerca de 20 minutos fiz tudo e peguei minha credencial. A primeira impressão que tive foi de que era uma coisa gigantesca, logo fui avisado de que esse ano estava menor que nos anteriores, puxa vida, menor? Quer dizer que antes ou se olhava tudo em dois dias ou se andava motorizado lá dentro…De cara vimos um equipamento de conectorização de fibra óptica que fazia de qualquer um capaz de montar um patch cord, beleza essa feira vai ser maneira… Daí em diante foi um festival de televisores de plasma e LCD e também de aparelhos celulares, caminhei dentro daqueles pavilhões como um condenado, junte-se isso ao fato de o ar estar de alguma maneira seco lá dentro e eu estar carregando uma sacola com uns três quilos de releases e digo que a minha garganta estava mais seca que o deserto onde o Clint Eastwood teve que atravessar a pé enquanto o Eli Wallach apontava para ele uma mistura de Colt 45 com algum outro revolver que montou ao seu gosto em The Good, The Bad and The Ugly. Ao contrário do Clint, que era fodão e atravessou a porcaria do deserto quase numa boa, eu não agüentei, sentei na praça de alimentação e matei um litro de água mineral com gás (quente mesmo, tinha tanta gente comprando que não dava tempo de gelar).Depois de engolir meio litro de água de uma tacada só, foi aí que eu prestei um pouco mais de atenção: para cada celular cheio de acessórios ou cada televisor enorme, havia várias demonstradoras, bem mais interessantes que os produtos.E tinha muitas mulheres bonitas lá, certamente importadas de outros estados, pois em SP só tem bagulho.Refeito do início da feira, fomos procurar mais coisas que nos interessavam. Depois de muito caminharmos por aquelas bandas, achamos um fornecedor de moto-gerador e um fornecedor de equipamentos baseados em Wimax. Eram quase vinte horas e nos demos por vencidos. Não sei como foi no ano passado ou no ano retrasado, mas para manter a fama de maior feira de tecnologia do país, essa Telexpo precisa dar uma senhora melhorada em 2007.Saindo de lá me lembrei com um ódio especial aquele tiozinho mala-sem-alça do vôo de ida.Ah ele se dizia empresário para a moça ao lado, todo orgulhoso. Se nossos empresários são assim aqui no país, explica-se um pouco essa situação econômica toda.Fomos para o hotel, chegamos por volta de 21:00 hs, pedi o jantar, vi um pouco de TV e capotei. No outro dia cedo no CENU para participar de uma reunião e ver umas outras coisas, tudo pela manhã, pois o vôo de volta, o 1680 da Gol, era as 15:15 hs. Peguei a poltrona 16D na volta, e quase não me incomodei na viagem, a não ser por causa de um débil mental que chegou bem atrasado, e me fez tirar o cinto que já estava atado e levantar para ele passar. Sempre tem gente para chegar atrasado no avião, tremendo egoísmo e desconsideração com quem chega sempre na hora, mas tudo bem, o pior já havia passado. Quem estiver além de mim lendo esse texto inútil deve estar se perguntando por que ele tem esse nome se pouco falei da Telexpo: Vou dizer, eu queria mesmo era um motivo para falar mal do tiozinho do vôo de ida.